quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Paz

Vou seguindo anestesiada, quando não sigo afetada, o que eu quero é seguir no silêncio, principalmente mental, só assim encontrarei a paz, essa paz que está tão distante de mim a tanto tempo, o que mais me doi é saber que fui eu que a coloquei tão longe. Agora não encontro o caminho para chegar até ela. Só quem me acompanha é a tristeza disfarçada num triste sorriso de quem não quer ser assim.Essa ausência está presente demais, está a flor da pele. Tudo me afeta , a fome na Africa, a guerra, a violência, a destruição da natureza, os maltratos aos animais, no momento estou no olho do furacão, mas ele vai passar...enquanto isso vou pra mata fechada, sentir o cheiro da terra molhada buscar a paz.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Busca

Um vazio que transborda. A doce ilusão que já não mais satisfaz. A lágrima inexorável que não se esvai.Onde está vc desejo de viver. Estou num reverso de mim, por um fio. Se estou do avesso, qual é o meu direito? Nas minhas entrelinhas me procuro. Meu anseio: a liberdade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Limite

Nos momentos de fragilidade e de dor, são nesses momentos exatamente nesses momentos que as palavras brotam, e a minha essência é exposta exatamente como ela é, minha alma , meu cavalo selvagem indomado.Me ver nesse espelho assusta, mas não evito, enfrento meus fantasmas,cada um deles.
Vivo intensamente, essa sou eu.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mundo de ilusões



A dor , a dor é inevitável, pois existem momentos em que batemos de frente com situações inesperadas. Parecemos então com árvores que precisam ser chacoalhadas para que caiam os frutos podres, as folhas velhas, dai vem a renovação. A crise é um momento de criação, criamos um novo ser. Vida nova a partir disso.Mas continuamos nessa vida de ilusões. Esses vislumbres não poderiam ser contínuos mesmo, pois não poderíamos suportar tanta verdade. O caminho que encontramos é viver cegos de amor, cegos de desejos vazios, cegos de ambições inúteis, pois é mais fácil que viver cegos pela dor.